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segunda-feira, novembro 23, 2009

Banner versão 3

Mais uma vez nos reunimos no Polo para realizarmos alguns ajustes no Banner.Ir ao Polo sempre é motivo de trocas de experiências,uma encontrar apoio na outra e estimulos do não abandonar,pois as vezes dá uma enorme vontade de jogar as coisas para o alto principalmente nos finais de semestre onde somam nossos compromissos pessoais com Pead e as profissionais.Ficamos mais vulneráveis as depressões e ao arrancar os cabelos para dar conta dos filhos o resto todo.E eu ainda nem consegui parar e curtir meu neto,aliás o primeiro.Portanto como disse em uma atividade do EJA que me considerava uma adulta em busca de qualidade e por isso entendo que aliado aos trabalhos,podemos considerar nossas vivências pessoais e irmos construindo juntas ou individualmente nossos aprendizados como o Ivo que viu a uva mesmo antes de entender o processo da escrita e nós descobrirmos os caminhos que nos levaram além do Pead.

terça-feira, novembro 10, 2009

Banner-2ª versão


A interdisciplina EJA trouxe a proposta de realizarmos em grupo um Banner.Trabalhar em grupo para nós não é algo novo,apesar das nossas broncas sempre damos conta.O novo era o Banner que até então não havíamos realizado.
As entrevistas foram nosso ponto de partida para a coleta de dados para os gráficos.Ao realizarmos algumas entrevistas percebi que muitas vieram com algumas perguntas sem respostas,outras com a frase "não entendi" ou ainda "não sou alfabetizadora".
Claramente deu para perceber que muitas das colegas não tem formação para exercer atividade com os Jovens e Adultos.A maioria tem formação em outras aréas e percebe-se também que o desenho curricular do EJA ainda tem que ser revisto,pois os conteúdos dos mesmos não vem de encontro com a realidade desses jovens/adultos que estão em busca de formação.
Talvez esse seja o ponto principal do alto indice de abandono/evasão escolar,pois não há atrativo algum para esses jovens/adultos permanecerem em sala de aula.
Concordo plenamente que muitos estão ali a penas para dar uma satisfação aos pais e os que ficam mesmo que não seja atrativo é porque sentem a necessidade de concluir os estudos para buscarem o mercado de trabalho.
Aprendemos muito ao realizarmos a atividade e estamos aprimorando cada vez mais nosso Banner e trabalharmos juntos é sempre motivo de encontros com cafézinho no Polo que deixará saudades.

terça-feira, novembro 03, 2009

sexta-feira, outubro 16, 2009

EJA

Ensinar e Aprender em Educação de Jovens e Adultos
Raimundo Helvécio Almeida Aguiar 15 de outubro
de 2009. O problema da aprendizagem e do
letramento é da maior pertinência. Particularmente
a aprendizagem e o letramento em jovens e adultos.
De fato, a aprendizagem de adultos possui
peculiaridades, visto que o educando adulto possui
uma história de vida que necessita ser
considerada. O educando adulto é um trabalhador
trabalhado e o educador de adultos é também um
trabalhador e tem que assumir-se como tal. Como
produtor de idéias e de coisas. O conhecimento
em EJA é resultante dessa produção
educando-educador como seres aprendentes e
ensinantes, capazes de juntos buscarem a
transformação da realidade. O grande dilema e o
grande problema da prática da Educação de Adultos
é o processo de infantilização do adulto, através
de práticas e de textos e/ou atividades que são
próprias para crianças e por infeciência e/ou
incompetência nossa fazemos a mesma coisa com o
adulto. O educador de adultos precisa
converter-se e convencer-se de sua função social,
enquanto membro de uma classe, senão por origem
pelo menos por opção política e por compromisso
histórico. Educar para a cidadania é educar a
partir da pedagogia do cotidiano, ou seja, a
partir das práticas sociais e pedagógicas ou
sócio-pedagógicas que se dão no dia-a-dia das
pessoas: no trabalho, em casa, no transporte
coletivo, etc., onde ocorre o processo de aprender
e de ensinar como parte integrante das rel ações
sociais. É preciso, ainda, entender e enxergar
o ser humano, seja ele criança, jovem ou adulto,
como centro inevitável de toda e qualquer relação
social. Educar na cidadania seria mais
interessante do que \"educar para a cidadania\".
Educar na cidadania é partir da realidade do
sujeito para compreender o conhecimento universal
sistematizado ou partir dele (conhecimento
universal sistematizado) para objetivar e
compreender a realidade do social, do político, do
econômico e, fundamentalmente do cultural, pois é
ele (o cultural) o determinante básico da educação
escolar. Nesse sentido, considerar as diferentes
culturas é essencial para o desenvolvimento da
prática pedagógica que pretenda a transformação
das realidades. E este é o sentido da educação,
seu fim último, sua necessária utopia. Para mim,
ensinar e aprender são co-princípios da educação
escolar e da educação em geral. O verdadeiro
\"letramento\" é, para mim, repito, este “que
fazer” pedagógico.

Achei interessante e revolvi transpor para o Blog o que o professor Helvécio enviou por e-mail no dia 15 de outubro pelo gmail.

domingo, setembro 13, 2009

EJA_Não trate alunos de EJA como crianças.


Pessoas com mais de 15 anos - mesmo na condição de alunos - não são crianças crescidas. Da mesma forma que, no trabalho, um senhor de 50 anos não ouve do chefe "Vamos fazer um relatório bem bonitinho", ele não deve vivenciar situações como essa na escola.
O trato infantilizado é um dos motivos da evasão nas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e nasce com a ideia equivocada de que se deve dar ao estudante, jovem ou adulto, o que ele não teve quando criança. Por causa disso, é preciso também mudar a abordagem e, muitas vezes, o conteúdo. Trabalhar com material didático infantil sem levar em conta as expectativas de aprendizagem e os conhecimentos prévios é um equívoco com a mesma raiz.
A EJA tem de ser encarada como um atendimento específico, que pede um currículo próprio. Só assim o grupo vai aprender e tomar consciência do que está fazendo.
Se o educador quiser abordar a origem do ser humano, deve tratar o tema de forma adulta, com respeito à diversidade religiosa - sem se desviar das propostas curriculares - e aprofundar a discussão científica, mais do que faria numa turma de crianças.
E, embora a necessidade de respeito à vivência prévia valha para todos os alunos, seja lá qual for a idade deles, no caso de jovens e adultos essa é mais uma premissa fundamental. Cantigas e parlendas - usadas na alfabetização dos pequenos - podem ser substituídas por poesias, mais apropriadas para os leitores mais velhos.


Extraido da Revista Nova Escola-abril09