Pedindo licença aos meus ancestrais é que falo a cerca de mim e dos meus antepassados e dos que vieram depois de mim.
As minhas histórias estão guardadas em algum lugar (na memória, nos objetos que recebi ao longo dos anos como presentes, nos cartões postais, mensagens, bilhetinhos, etc.).
Para falar de minha história foi preciso procurar o que estava guardado nesses lugares.
Cada coisa estava ligada a um acontecimento importante da minha existência.
Algumas foram prazerosas outras nem tanto, mas nem por essa razão deixaram de ser minha história.
A cada foto retirada da gaveta, eram minhas imagens e de meus antepassados e dos que vieram depois deles que serão a continuação dessa história.
A lembrança mais forte é do vovô Antonio (Vovô Pileco), era assim que nós chamavámos, pela razão dele chamar os netos e netas de Pileco (a). Homem forte, determinado,teimoso muito teimoso,depois que dava sua palavra jamais voltava atrás daí uma das características de minha personalidade.
Nunca tive a curiosidade de saber o que vinha ser Pileco e hoje fui buscar no dicionário, quase 45 anos depois vim saber o que quer dizer, com certeza vovô não sabia que era uma espécie de cavalgadura magra, palavra essa de origem portuguesa. Acredito que era por nos achar assim meios sapecas,teimosos.
Fazer esse resgate veio a lembranças das tias benzedeiras, que com suas rezas e benzeduras acreditavam no poder da cura feito pelos orixás invocados para ajudar nas ocasiões mais conflitantes. Até hoje lembro das cantigas enquanto faziam os cultos.Dai a origem do meu nome ligado ao orixá das matas: Jurema “guerreira das matas”.
São histórias que ficaram guardadas no fundo do meu coração, acontecimentos que fazem parte da minha vida, que me fizeram rir ou chorar, refletir, pensar, mas que foram extremamente fortes marcando minha personalidade, meu modo de ser ou agir.
E que ao longo dos tempos fez com que me tornasse um ser humano melhor.
Vejo os traços dos meus antepassados marcados em mim e vejo nos meus filhos essa continuidade.
domingo, março 29, 2009
quinta-feira, março 26, 2009
Oficina de Matemática


Ontem participei de uma oficina de matemática com as professoras Léa Volquind e Elaine Vieira da Faculdade de Formação em Pedagógia da PUC.
Nas oficinas além de aprender a utilizar o Ábaco,Dominós (de
Adição,Subtração,Divisão,Multiplicação),o Material Dourado descobri que vinha cometendo alguns erros ao expressar algumas palavras em matemática como:"pedir emprestado"(na subtração).
Justificou a professora que não se pede algo emprestado já que não se devolve o empréstimo nas contas de subração.
Esse foi um entre tantas outras descobertas no dia de ontem 25/03/09.
As oficinas foram de grande ajuda para o desenvolvimento do Projeto de Matemática em Sala de Aula",que iniciará dia 06/03/09 na escola.
Na minha turma acontecerá todas as segundas-feiras durante o ano letivo.
segunda-feira, março 23, 2009
Em sala de aula "Florzinhas Diferentes"

Conviver com as diferenças alunos e professores aprendem tornarem-se cidadãos solidários.
A inclusão cresce a cada dia, e com ela o desafio de garantir uma educação de qualidade para todas as crianças, mas para isso a participação do professor e da equipe diretiva da escola é fundamental, porque não basta matricular os alunos portadores de necessidades especiais é preciso garantir uma qualidade.
Pois incluir significa oferecer qualidade e está garantido na Constituição Brasileira desde 1988 o acesso ao ensino fundamental todas as crianças sem exceção e deixa claro que as crianças com necessidades especiais devem receber atendimento especializado complementar dentro da escola.
Em 1996 com a Lei de Diretrizes e Bases à inclusão ganhou reforços e com a Convenção de Guatemala (2001) veio à proibição a qualquer tipo de diferenciamento, a exclusão ou restrição baseadas na deficiência, sendo considerado crime qualquer tipo de exclusão.
Esse ano em especial tem nas duas escolas alunos portadores de necessidades especiais, sendo um que ainda não defini bem pelo fato de não ter tido oportunidade de falar com a família.
Na outra tenho uma com Síndrome de Down, outra com sérios problemas de dicção e outros que ainda estou observando.
Na primeira semana veio à mãe queixar-se que a filha tinha sido machucada pelos colegas, foi então que desenhei flores diferentes no quadro e uma delas faltavam pétalas.
O papo iniciou por ai e fomos falando das diferenças e do respeito que devemos ter com as nossas florzinhas diferentes.
O papo funcionou ou até aqui está funcionando, eles mudaram as atitudes em relação às colegas e ajudam ao descer e subir escadas, a realizar as tarefas quando solicitam ajuda.
Todos estão envolvidos no processo de aprendizagem, mas minha preocupação não é quanto à socialização sei que todos vão aprender a brincar, serem solidários, a serem cidadãos que respeitam os portadores de necessidades especiais, que partilhando conhecimentos e experiências com o diferente é algo que vai tornar o aprendizado muito rico, porque se tornaram adultos mais tolerantes e responsáveis pelos outros.
Minha preocupação é quanto à aprendizagem dos conteúdos propostos e isso não descobri, estou agora aprendendo a oportunizar as minhas florzinhas o exercício de ser cidadãos.
A inclusão cresce a cada dia, e com ela o desafio de garantir uma educação de qualidade para todas as crianças, mas para isso a participação do professor e da equipe diretiva da escola é fundamental, porque não basta matricular os alunos portadores de necessidades especiais é preciso garantir uma qualidade.
Pois incluir significa oferecer qualidade e está garantido na Constituição Brasileira desde 1988 o acesso ao ensino fundamental todas as crianças sem exceção e deixa claro que as crianças com necessidades especiais devem receber atendimento especializado complementar dentro da escola.
Em 1996 com a Lei de Diretrizes e Bases à inclusão ganhou reforços e com a Convenção de Guatemala (2001) veio à proibição a qualquer tipo de diferenciamento, a exclusão ou restrição baseadas na deficiência, sendo considerado crime qualquer tipo de exclusão.
Esse ano em especial tem nas duas escolas alunos portadores de necessidades especiais, sendo um que ainda não defini bem pelo fato de não ter tido oportunidade de falar com a família.
Na outra tenho uma com Síndrome de Down, outra com sérios problemas de dicção e outros que ainda estou observando.
Na primeira semana veio à mãe queixar-se que a filha tinha sido machucada pelos colegas, foi então que desenhei flores diferentes no quadro e uma delas faltavam pétalas.
O papo iniciou por ai e fomos falando das diferenças e do respeito que devemos ter com as nossas florzinhas diferentes.
O papo funcionou ou até aqui está funcionando, eles mudaram as atitudes em relação às colegas e ajudam ao descer e subir escadas, a realizar as tarefas quando solicitam ajuda.
Todos estão envolvidos no processo de aprendizagem, mas minha preocupação não é quanto à socialização sei que todos vão aprender a brincar, serem solidários, a serem cidadãos que respeitam os portadores de necessidades especiais, que partilhando conhecimentos e experiências com o diferente é algo que vai tornar o aprendizado muito rico, porque se tornaram adultos mais tolerantes e responsáveis pelos outros.
Minha preocupação é quanto à aprendizagem dos conteúdos propostos e isso não descobri, estou agora aprendendo a oportunizar as minhas florzinhas o exercício de ser cidadãos.
domingo, março 22, 2009
Tornando a Sala de Aula um ambiente agradável.
Nesse sábado juntamente com minha colega Simone,alguns alunos,um pai, o aluno Cleiton do noturno e contando com a parceria do diretor da escola João Goulart(professor Breno ),realizamos um mutirão para deixar a "Sala de aula" um ambiente muito mais agradável.
Além de limpar os vidros das janelas,retirar os papéis colados anteriormente ao redor do quadro,limpar as classes e armários a sala foi totalmente pintada para recebermos os alunos na segunda-feira.
Não vejo a hora de ver a expressão do rosto deles,pois vinham dizendo que a sala estava feia.
A idéia surgiu da necessidade de tornar um ambiente de trabalho agradável em função da sala estar com um aspecto muito feio.
Que eles aprendam a valorizar o trabalho feito em conjunto ,para deixar o lugar onde ficam quatro horas de estudo limpa e organizada.
Ainda temos muito o que fazer.A próxima etapa será o painel de sala de aula transformado e o piso que pretendemos organizar uma "Campanha de sobras de Lajotas "para colocar em sala de aula.
Com isso a turma ganharia em ter um ambiente limpo e organizado para que o processo de aprendizagem também possa acontecer.
Com isso a turma ganharia em ter um ambiente limpo e organizado para que o processo de aprendizagem também possa acontecer.
Estou no Segundo Ano
Alfabetizar é “ensinar a ler” e alfabetizador “é quem ensina a ler”.Durante minha trajetória como professora de Currículo (CAT), eu nunca alfabetizei, sempre com os alunos da segunda a quarta série, isso é aqueles que já dominavam total ou parcialmente a leitura e a escrita, que tornava meu trabalho muito mais fácil, sem a preocupação de tornar um aluno alfabetizado, ou seja, pronto para a escrita e a leitura das palavras.
Cá estou eu no “segundo ano”, tentando aprender a tornar esse novo desafio num processo de aprendizagem divertido, porém com a responsabilidade de que todos os pequenos sejam capazes de ler e escrever.
Estou voltando à prática de planejar, de conhecer o terreno onde estou pisando, pois através do conhecimento de cada, da sua bagagem cultural, das vivências e experiências e a individualidade que cada um trás para sala de aula é o jeito de garantir que todos aprendam.
É um trabalho novo que toma muito meu tempo e até pela insegurança de nunca ter alfabetizado dá certo medo de errar, de falhar como educadora.
Tenho em mente que a alfabetização, ou o letramento é importante para a conquista da cidadania, e isso torna ainda maior a minha responsabilidade de estar no “segundo ano".
domingo, novembro 23, 2008
Relações de amizades.
Fazendo uma retrospectiva na história do Pead percebi que muitas relações de amizade se estabeleceram desde o princípio,quando ainda estavámos no antigo Pólo e veio se confirmando cada vez mais com o passar do tempo.Minha relação de afetividade e afinidade com a Lidiane,Roselana,Sandra foi de imediato ainda no antigo Pólo,onde ficavámos muitas noites desesperadas tentando aprender a lidar com as tecnológias modernas.Com a Lidiane minha admiração por ela surgiu quando faleceu meu irmão e estava com a cabeça a mil e precisava fazer um trabalho e eu lembro que eu e a Sandra faziamos o jornal,e cmentamos sobre o tarbalho que deveria ser em grupo e eu e ela estavámos sem.Quando a Lidi olhou para nós e disse estão no meu e nos convidou para sentarmos com ela e acertarmos os detalhes do trabalho.Ai surgiu nossa parceria de trabalhos em grupo que vem dando muito certo já alguns anos.Somando ao grupo a Roselana e depois o Antônio.Criamos laços de afeto,carinho e cumplicidade muito grande,somos capazes de entender quando um está com problemas,de acertar nas escolhas quando vamos fazer algo sem a presença do outro,trocar idéias e opiniões respeitando o tempo e a individualidade de cada um.Prova maior disso foi nossa sintonia em escolhermos o trabalho de Psicologia.Assim como o nosso foi de perfeita sintonia os demais grupos formados por afinidades de amizades ou assuntos de interesses foram perfeitos.Mas esse ano em especial eu passei a conhecer outras pessoas no Pead e vê-las com outro olhar,para mim ter trabalhado com Rejane,Eliane,Roselana e Lu no Projeto de Aprendizagem foi uma aprendizagem e tanto e um exercício muito grande de paciência,pois duas aceleradas como eu e Rejane com três calminhas,meu Deus foi um custo e uma briga constante para estarmos todas em sintonia,mas quando conquistamos isso o trabalho ficou muito enriquecido,não só teoricamente,mas pelo fato de termos descoberto outras pessoas que passaram a serem indispensáveis na nossa caminhada.Eu ganhei uma parceirona nos bate-papos do gmail,pois não tem dia que eu e a Rejane não troque figurinhas.Também foi o semestre a qual descobri o ser humano maravilhoso que é Bea Guterres,a qual me deu o maior apoio e me fez refletir a cada visita feita ao meu Blog.Ivana incansável e amigona em todos os momentos dificeis,aquela que me socorre nas horas que eu estou quebrando a cabeça com as tecnologias.Não posso esquecer nessas minhas relações Simone nos altos papos do gmail,Prof.Lu,minhas tutoras do Pólo de Alvorada,Vanessinha.As amigonas do orkut e Solange no Hi5,que se tornaram presenças indispensáveis em minha vida,e Marion e a que em dias que estou triste,abalada,cansada abro o gmail e lá encontro suas mensagens de otimismo.São essas relações de afetos,amizades ,trocas,experiências que fazem nós adultos termos a certeza que valem muito a pena serem vividas.
Aula Presencial de Psicologia
As imagens acima foi gentilmente cedida por minha colega Solange Molina,a qual eu agradeço de coração,pois são as trocas que fazemos durante nosso percurso no PEAD que nos tornam mais próximas e enriquecem nosso aprendizado.
sábado, novembro 22, 2008
Minha Escola
Em 2007 iniciei meu ano letivo na Escola Olga Benário Prestes,localizada na Rua Álvares de Azevedo,no Bairro Intersul em Alvorada- RS. É uma escola nova com amplo espaço,fica numa periférica/urbana ao lado do famoso campo de futebol “Guarani”e próxima ao que chamam de valão(Arroio Feijó).A escola teve autorização de funcionamento em 05 de janeiro de 2002 e abriu suas portas para receber alunos e dando inicio ao ano letivo em 11 de maio do mesmo ano.A escola é anexa a Escola Municipal de Ensino Fundamental João Goulart (mais conhecida como Jango).Essa escola o prédio é municipal cedido, através de um acordo ao governo estadual que é mantenedor.Como estamos anexos o centro de Custo é proporcional ao número de alunos inicialmente da escola,isso era de trezentos e poucos alunos,hoje não mais é essa realidade,pois ultrapassa a mil o número de alunos.Também recebemos um difícil acesso de 80% por estarmos anexos ao Jango que recebe esse percentual de difícil acesso.Logo que saia o centro de custo da escola passamos a não mais receber esses e nosso Centro de Custo será proporcional ao número de alunos existente.A escola atende nos dois turmos alunos do primeiro ano até a oitava série do Ensino Fundamental.Não temos a Educação Infântil e nem a Educação de Jovens e Adultos(EJA ou SEJA).Muito menos nossa escola está preparada para receber alunos portadores de necessidades especiais,pelo fato de não possuir elevadores nem escadas que levem aos andares superiores.A escola teve duas direções anteriores a atual que assumiu dia 4 de novembro e por questão de saúde entrou em licença ou seja estamos com uma vice no turno da tarde e a vice anterior que havia saído,retornou para finalizar o ano letivo por determinação da Coordenadoria Regional.Minha escola tem 31 professores,08 funcionários,uma vice turno tarde,dois secretário de escola (sendo um em férias),uma supervisora e uma orientadora educacional (sendo que estas assumem os turnos quando necessário).Ainda possui um CPM que atua somente nas decisões de aplicabilidade das verbas e um Conselho Escolar da qual sou presidente que tomou posse recentemente e se engatinha,pois não temos ainda o conhecimento dos assuntos que competem ao Conselho.Minha escola não tem uma Gestão Democrática devido a todas essa citações acima,pode ser que no futuro quando estiver totalmente legalizada tenha um gestor que pense na democracia ao conduzir a escola.Temos poucos Projetos,os dois mais significativos são a Semana Farroupilha e a Semana da Consciência Negra.Minha Escola tem uma Invernada Mirim e Juvinil que está começando a engatinhar.Passeios são poucos realizados com os alunos o principal que vem sendo realizado é a ida ao Museu da PUC coordenado pela professora Célia e José,que vem já alguns anos realizando com as crianças de quintas séries.Logo que fui para essa escola estranhei muito a falta de passeios de estudos e de lazer para os alunos do CAT,no primeiro ano ou seja em 2007 fomos ao cinema com os pequenos e esse ano fomos ao Zoológico com todos os professores do CAT,foi uma conquista,pois até então muito pouco eram engajados.Eu pessoalmente não tenho problemas de relacionamento com os colegas,nem senti aquela velha rejeição de ser professor de CAT que existe em muitas escolas (área não se entrosa com o currículo).Sempre participo das brincadeiras no intervalo do meio dia à uma hora,pois muitos de nós permanecemos na escola devido há 40 horas,participo dos projetos e as minhas atividades trazidas do PEAD para aplicabilidade na escola é muito bem recebido pelos colegas e tenho o apoio deles para realização das mesmas.Prova disso foi à troca de lugar por uma semana onde meus alunos foram os professores e eu participei como aluna,eles receberam da supervisão e muito mais da orientação da escola todo o incentivo e apoio na semana.É claro que em um grupo existem aqueles com quem temos mais afinidades e cumplicidades nas atividades e outros que convivemos respeitando seus espaços e opiniões.”Minha escola ainda é um menino desajeitado aprendendo a jogar bola,brincar de soltar pipa,jogar bola de gude,um dia se tornará um adulto.Será uma escola democrática.”
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